sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Como é que se esquece alguém que se ama?

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 

É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. 

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. 
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Os signos...

Gosto de ver o meu... 

Se me perguntassem há uns tempos se acreditava a resposta iria ser nem por isso mas, a verdade é que em tempos aconteceu uma coisa que bateu certo, não foi comigo mas foi com uma pessoa que na altura era muito próxima de mim e isso fez com que me deixasse a pensar e passasse a dar mais atenção. 

Hoje o meu diz uma coisa tão curiosa que o que eu mais desejava era mesmo que se encaixasse em mim... 

A ver vamos...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Randon thoughts...

"Costumava pensar que coisas boas aconteciam de forma imprevisível ou algo assim. Mas o que realmente faz um dia agradável são nossas escolhas, tudo gira em torno delas. Por mais que tentamos afirmar que nossa rotina é irritante ou que não conseguimos entender a razão de estarmos vivos, lá no fundo sabemos que em pequenas decisões coisas boas podem acontecer, talvez em um simples “Bom dia”, “Foi bom te conhecer” ou quem sabe num abraço - mesmo que seja casual - pode te dar a oportunidade de possuir bons momentos e te fazer sorrir ao recordar."


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Bom dia, sexta-feira!

Acordar com o cheirinho a café que vem da cozinha, não tem preço. É maravilhoso e carrega energias para o dia que se adivinha cansativo mas produtivo!


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Aqueles dias...

Em que acordamos felizes e pensamos que a nossa intuição não vai falhar... Estou nesses dias e, hoje, ninguém me tira estes pensamentos positivos que me invadiram!


sábado, 9 de janeiro de 2016

Saturday.

Sábados em que a chuva faz companhia... Podia ser um dia de ronha, de pensamentos menos bons mas não, esta fé, esta força que me vêm de dentro marca dias assim, cinzentos lá fora mas muito coloridos cá dentro... Sei lá... Às vezes penso (muitas vezes) que isto que tenho aqui dentro só pode ser um sinal que não posso desanimar porque se vai realizar...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

E ao oitavo dia do ano de 2016...

Crio um novo blog. Não sou nova neste mundo virtual mas, a necessidade de deixar algumas coisas no passado fez com que tivesse que ter um novo espaço.

A vida é assim, dá voltas e por vezes, ainda bem que as dá!

Bom ano novo a todos e vamos marcando encontro por aqui!